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SwitchBacK transforma revolta contra a violência às mulheres em manifesto no single “Sem Acordo”

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A violência contra as mulheres segue fazendo milhares de vítimas todos os anos no Brasil. Diante dessa realidade, a banda niteroiense SwitchBacK decidiu usar o hardcore como instrumento de denúncia. A faixa “Sem Acordo”, presente no álbum “O Cão Tá Pra Trás” (2025), é um manifesto direto contra homens que agridem mulheres e também contra aqueles que escolhem protegê-los, relativizar seus crimes ou permanecer em silêncio.

Nos shows, a música costuma ser precedida por uma declaração que resume o posicionamento da banda:
Homens! Não dá para ficar passando pano para quem agride e mata mulheres!“, dispara o vocalista Vinny antes de iniciar a execução da faixa.

Muito além de uma crítica aos agressores, “Sem Acordo” denuncia a cumplicidade masculina que perpetua esse ciclo de violência. A mensagem é clara: não existe neutralidade quando se trata de violência contra a mulher. Defender, acobertar ou minimizar a atitude de um agressor também é uma escolha.

O tema ganha ainda mais relevância diante dos números alarmantes registrados no país. Segundo dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil contabilizou 1.568 casos de feminicídio, uma média de quatro mulheres assassinadas por dia em razão de sua condição de gênero, além de milhões de atendimentos relacionados à violência doméstica registrados pela Central 180.

Musicalmente, “Sem Acordo” mantém a identidade agressiva do SwitchBacK, mas canaliza essa intensidade para uma mensagem de intolerância absoluta à violência contra as mulheres. O refrão traduz esse posicionamento sem qualquer espaço para relativizações:
Não ando ao seu lado! Poucas ideias pra você! Não quero notícias suas! Vai se foder!!!

Para a banda, a música representa uma linha ética inegociável.
Ou você é parte da solução ou faz parte do problema. ‘Sem Acordo’ não é apenas uma música; é uma posição que assumimos e da qual não abrimos mão.

Ouça “Sem Acordo”:

No dia 19 de setembro (sábado) a família Sick se reúne na La Iglesia, em São Paulo, para o ‘Sick Fest II’, com as bandas Switchback, United For Distortion, Militia, Xucro e Torture Squad. Cinco bandas, amigos de vários Estados e uma noite com punk, hardcore, crossover, thrash e death metal.

Ingressos antecipados em: https://101tickets.com.br/events/details/SICK-FEST-II

Lançado em outubro de 2025, “O Cão Tá Pra Trás” apresenta o SwitchBacK em sua fase mais madura, combinando a agressividade característica do hardcore com letras que abordam questões sociais de maneira direta e sem rodeios.

O álbum está disponível nas principais plataformas digitais: https://onerpm.link/311194527279

A versão em CD foi lançada pela Voice Music. As gravações aconteceram no Tellus Studio, em Niterói, enquanto as participações especiais de Alex Kaffer (The Troops of Doom) e Jão (Ratos de Porão) foram registradas no Deaf Cat Studio, em São Paulo. A produção, mixagem e masterização ficaram a cargo de Caio Mendonça, profissional que já trabalhou com nomes como Onslaught (Reino Unido), Borknagar (Noruega), The Troops of Doom, Claustrofobia e Gangrena Gasosa.

O SwitchBacK é formado por Vinny (vocais), Fabio Lannes (guitarra), Luciano Munhoz (baixo) e Mauro Lopes (bateria).

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Cristiano Borges é historiador formado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), pesquisador da cena underground e editor da revista Cangaço Rock. Autor de diversos fanzines e publicações voltadas à música extrema, teve o estudo “Ratos de Porão e o disco Brasil: ‘ame-o ou deixe-o’ ou o passado presente” publicado no livro Música Extrema: Ruídos, Imagens e Sentidos (2022). Atualmente, dedica-se à pesquisa da cena underground brasileira e internacional, com foco em suas dimensões históricas, culturais e sociais.

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