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Therion – Theli (1996)

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Não é de hoje que a gravadora brasileira Shinigami Records, em parceria com a Nuclear Blast, vem realizando grandes relançamentos de álbuns que há muitos anos se encontram fora de catálogo. Quando alguns desses materiais ainda podem ser encontrados, os preços costumam ser absurdos e completamente fora da realidade do mercado brasileiro, principalmente por se tratarem, muitas vezes, de versões europeias ou norte-americanas. Desta vez, o selo disponibiliza um álbum importantíssimo, considerado até hoje um dos grandes divisores de águas daquilo que viria a ser conhecido mundialmente como metal sinfônico. Sim, estamos falando de Theli, da tradicional banda sueca Therion. Mais de duas décadas após seu lançamento original, o disco finalmente retorna ao mercado nacional por meio de um relançamento especial. O álbum foi lançado originalmente em 1996.

Theli é um trabalho marcante por diversos aspectos, começando pela representatividade que adquiriu ao contribuir para a criação e consolidação de uma sonoridade própria, levando o Therion a alcançar uma projeção cada vez maior e a se aproximar de um público mais amplo. O registro também se destaca pelos nomes que contribuíram para sua construção, contando com participações especiais de Dan Swanö (Edge of Sanity), Jan Peter Genkel (Lacrimosa) e Gottfried Koch (ex-Lacrimosa), além dos corais North German Radio Choir, ligado à emissora alemã Norddeutscher Rundfunk (NDR), e Siren Choir. O álbum foi gravado e produzido em 1995, no Impuls Studio, em Hamburgo, na Alemanha.

O relançamento apresenta 10 faixas, preservando a essência da edição original. Entre elas está o clássico “To Mega Therion”, uma das composições mais cultuadas da trajetória da banda e um verdadeiro marco dentro da proposta musical do álbum, emanando uma atmosfera grandiosa e carregada de obscuridade. Também merecem destaque “Invocation of Naamah”, “The Siren of the Woods” e “Cults of the Shadow”, entre outras composições que ajudam a construir a identidade singular do trabalho. É justamente nessa combinação entre peso, elementos sinfônicos, corais e atmosferas sombrias que Theli encontra sua força e permanece relevante décadas depois de seu lançamento.

Outro aspecto impactante está na própria arte da capa, que retrata Set, ou Seth, uma das divindades da mitologia egípcia. A imagem dialoga diretamente com a proposta conceitual do álbum e reforça o caráter místico e ocultista presente em sua identidade visual e musical. A formação do Therion durante o período de lançamento era composta por Christofer Johnsson (guitarra, vocal e teclado), Piotr Wawrzeniuk (bateria e vocal), Lars Rosenberg (baixo) e Jonas Mellberg (guitarra, guitarra acústica e teclado).

Este relançamento representa uma oportunidade bastante interessante para colecionadores e admiradores da história do metal, especialmente para aqueles que há anos procuram uma edição nacional de um álbum tão importante. Theli permanece como um registro fundamental dentro da trajetória do Therion e de toda a evolução do metal sinfônico. Relançamento digno e indispensável para colecionadores. Não perca esta oportunidade. Stay Metal Symphonic! Ouça sem moderação!

Tracklist:
1. Preludium
2. To Mega Therion
3. Cults Of The Shadow
4. In The Desert Of Set
5. Interludium
6. Nightside Of Eden
7. Opus Eclipse
8. Invocation Of Naamah
9. The Siren Of The Woods
10. Grand Finale / Postludium

Line-up:
Christofer Johnsson – Guitarra, Vocais e Teclado.
Piotr Wawrzeniuk – Bateria e Vocais.
Lars Rosenberg – Baixo.
Jonas Mellberg – Guitarra, Guitarra acústica e Teclado.

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Esta resenha faz parte do acervo do antigo Cangaço Rádio Rock, publicada na época em que ainda mantínhamos nossa rádio online. Agora, estamos resgatando alguns desses materiais para preservá-los nesta nova fase do Cangaço Rock, mantendo viva uma parte da história que construímos ao longo dos anos em prol do metal underground. Se você curte esse tipo de conteúdo, leia, compartilhe e ajude a divulgar nosso trabalho entre os headbangers do Brasil e do mundo. Seu compartilhamento é a maior forma de apoiar o nosso projeto e o incentivo para continuarmos produzindo conteúdo de forma totalmente independente e sem fins lucrativos. O underground só permanece forte quando a própria cena valoriza e divulga aquilo que é feito por ela.

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Cristiano Borges é historiador formado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), pesquisador da cena underground e editor da revista Cangaço Rock. Autor de diversos fanzines e publicações voltadas à música extrema, teve o estudo “Ratos de Porão e o disco Brasil: ‘ame-o ou deixe-o’ ou o passado presente” publicado no livro Música Extrema: Ruídos, Imagens e Sentidos (2022). Atualmente, dedica-se à pesquisa da cena underground brasileira e internacional, com foco em suas dimensões históricas, culturais e sociais.

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